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"O Projecto Alkantara,
tomado da palavra árabe
Al-Kantara, que significa A Ponte, pretende ser a ponte entre margens, entre
a cidade e a não-cidade, entre a exclusão e a efectivação da inclusão
social, entre os mais favorecidos e os mais marginalizados (por uma questão
de sexo, de raça, de crença religiosa, ou outras), entre os indivíduos e as
suas comunidades/ colectividades."
José das Neves Godinho,
1.º
Presidente do Projecto Alkantara (1999-Mar2006)
Al Kantara ou A Ponte...
uma
Espiral de Inclusão

A efectivação da cidadania plena dos membros da comunidade europeia reconhece o desenvolvimento integral dos indivíduos e das comunidades que
albergam os países que a constituem. O desenvolvimento político,
económico, social e cultural encontra a sua expressão e reconhecimento na
matriz jurídica e política nos textos fundamentais, nomeadamente, na Carta
Social Europeia, onde, de forma explícita, o combate à exclusão social
constitui um dos seus objectivos privilegiados. Neste quadro, o principio
de democracia participativa, a efectivação da cidadania, pelos seus
pilares, constitui um dos objectivos prioritários das instituições
administrativas e políticas do espaço europeu, tanto a nível local (base)
como a nível transnacional. A distribuição desigual da riqueza e do
património cultural, humano, social, económico, ecológico e jurídico
constituem as fontes da exclusão. Na Europa Social, constata-se um índice
significativo dos seus membros em situações de pobreza absoluta, sem
conseguir satisfazer as suas necessidades mínimas de subsistência. Também,
uma parte importante dos seus membros, de acordo com os padrões, estilo e
valores europeus, a viver na pobreza relativa. Os fenómenos de desafiliação social (culturais, institucionais, afectivos), gerados pelos
processos desordenados de produção económica, geram uma população
flutuante que engrossa os que estão em riscos de exclusão. Os
desempregados, os que possuem vínculos laborais precários e os que
procuram emprego pela primeira vez, dentro dos quais as mulheres e os
jovens são os mais atingidos. Configuram, conjuntamente com os mais velhos
e os deficientes, a comunidade dos mais excluídos, dentro dos excluídos
socialmente. Na Freguesia de Alcântara, estes problemas ganharam
aceleradamente, nas últimas décadas, proporções incontroláveis, sem
medidas que procurem obstar a esta situação. Alcântara, é uma da mais
antigas freguesias da cidade de Lisboa, onde o processo de
desindustrialização cria consequências sociais graves. O abandono da
actividade produtiva na sua área geográfica, em benefício dos serviços e
do comércio - terceirização - têm vindo a descaracterizar a sua cultura e
a descapitalizar, em termos humanos, a comunidade. A ausência de medidas
estruturais para garantir a efectividade de medidas sociais a estes
níveis, leva à falta de perspectivas, de horizontes e de projectos de
vida. A droga e a toxicodependência, como comportamentos de anulação da
participação, são componentes do quotidiano juvenil. O analfabetismo
literal, o desconhecimento de direitos e medidas sociais, a crise dos
valores solidários e colectivos, a sub-utilização de recursos
institucionais, locais e nacionais, e a ausência de instrumentos dinâmicos
de diagnóstico e intervenção social reforçam o círculo vicioso que está na
raiz dos fenómenos da exclusão. As instituições com perspectiva de cumprir
os seus objectivos sociais, devem direccionar recursos humanos e
investimentos na construção de instrumentos e dispositivos que incidam,
maioritariamente, na informação, consulta e participação dos cidadãos, do
que assegurar os dispositivos de coordenação e administração, quando eles
já existem.
Orgãos
Sociais 2006/2008
Assembleia Geral
Presidente
José Francisco Lopes Victor
1º
Secretário
Carlos Fernando Campos Ventura
2º
Secretário
Maria América de
Carvalho Alves Miranda
Direcção
Presidente
Carlos Filipe Antunes dos Santos
Secretário
José Manuel Zaluar Nunes Basílio
Tesoureiro
Gisela Manuel Saramago Horta Severino Morgado
Membros
suplentes
Mário Jorge dos Santos Neves; Fernanda Maria
Conde da Silva; Marta Sofia Caetano Lopes Rebelo; Rosa Maria Chaveiro
Honrado Carvalho Calado
Conselho Fiscal
Presidente
António Maria da Silva Freire
Vogais
Carlos Alberto
Pires da Silva;
Maria Irene Surdinho Borges Rodrigues Piorro
Membros
suplentes
Jorge Manuel de Matos Afonso; Virgínia Clara
Vidigal Essenreiter; Isabel Martins Oliveira Afonso
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